Histórico

Um pouco de história…

Corria o ano de 1890. São Paulo, uma cidade pacata, com menos de 100 mil habitantes, já revela a sua vocação industrial. Junto com essa vocação, cresce a necessidade por produtos que melhorem a qualidade de vida das pessoas, o papel é um desses produtos.

Na época, o empreendedor Antônio Proost Rodovalho enxerga mais longe que os outros e decide que já era hora de o Brasil produzir, em larga escala, o seu próprio papel (até então produzido de maneira muito tímida ou importado da Europa). Assim, em abril de 1890, em Caieiras, interior do Estado, é produzido o primeiro papel industrializado do Brasil. Meses depois, em 12 de setembro de 1890, aproveitando a boa vontade do governo, que libera recursos para empresas comprometidas com a melhoria da infraestrutura urbana, Rodovalho cria a Companhia Melhoramentos de São Paulo.


Irmãos WeiszflogEnquanto Rodovalho toca o seu projeto na Melhoramentos, na Alemanha, os Weiszflog almejam dias melhores. Assim dois deles, Otto e Alfried resolvem partir em busca do sucesso. O Brasil é o país escolhido e, dentro do Brasil, o novo Eldorado chama-se São Paulo. Otto chega em 1894. Semanas depois está trabalhando no estabelecimento do conterrâneo Bühnaeds, um negócio no ramo de papelaria, encadernação e importação de papel. Dois anos mais tarde é a vez de Alfried desembarcar no Brasil. Ele chega com um recado do pai, Wilhelm: “Façam alguma coisa que seja única, em que não tenham concorrência”.

Seguindo os conselhos do pai, os irmãos Weiszflog associam-se a Bühnaeds. Em 1905, adoentado e sem forças, Bühnaeds deixa a sociedade. Nasce então a Weiszflog Irmãos – Estabelecimento Gráfico. Os serviços da gráfica dos Weiszflog ganha rápido reconhecimento em razão da qualidade superior dos seus produtos. Percebendo isso, o educador Arnaldo de Oliveira Barreto sugere aos Weiszflog que se tornem também editores. A sugestão é aceita.

Já na condição de editores, os Weiszflog produzem em 1915 aquele que seria um marco da literatura infantil brasileira. O livro O Patinho Feio, de Hans Christian Andersen, com ilustrações de Franz Richter, é o primeiro no Brasil editado em quatro cores. Ao mesmo tempo, a Companhia Melhoramentos de São Paulo, que manda imprimir com os Weiszflog seu relatório anual, passa por sérias dificuldades financeiras, agravadas durante a Primeira Guerra Mundial. Antônio Rodovalho deixa a empresa, e os seus novos donos só veem uma saída: vender a Melhoramentos. Os Weiszflog já produzem, editam e comercializam seus próprios livros; faltava somente a produção do papel.

Em abril de 1920, a Melhoramentos é comprada e, em dezembro, incorpora a Weiszflog Irmãos – Estabelecimento Gráfico. Surge um slogan que durante muitos anos acompanha os livros da editora: “Do pinheiro ao livro, uma realização Melhoramentos”. Nas mãos dos Weiszflog, a Melhoramentos cresce e aparece. Em 1946, técnicos da empresa produzem celulose a partir do eucalipto. Um ano mais tarde, a celulose de eucalipto atinge alto padrão e começa a ser usada na confecção de papéis nobres e para impressão. “A utilização de celulose de eucalipto na produção de papel para imprimir representa a maior contribuição brasileira para a indústria papeleira”, afirmou na época o já respeitado arquiteto Pietro Maria Bardi.

 

Mas os avanços da empresa não se restringem à área tecnológica. Também na relação com os empregados a Melhoramentos dá exemplos. Em 1948, seus funcionários são os primeiros a receber o descanso semanal remunerado. Só em maio do ano seguinte o governo brasileiro edita a Lei n.° 605, estendendo o benefício aos demais trabalhadores do Brasil. Outro avanço nesta área ocorre no início dos anos 1960, quando a Melhoramentos firma com seus funcionários um contrato coletivo de trabalho, instrumento até então desconhecido por patrões e empregados brasileiros, que, entre outras coisas, prevê o pagamento de horas extras trabalhadas.

Hoje a Melhoramentos ocupa posição de destaque no mercado. Na área editorial, uma de suas vedetes é a linha de Dicionários Michaelis (português, inglês, francês, espanhol, italiano, alemão e japonês). Para não perder a tradição iniciada em 1915, com a edição de O Patinho Feio, de ser a principal editora infantojuvenil do país, a Melhoramentos reúne entre seus autores nada menos que Ziraldo e seus mais de 135 títulos, sucesso absoluto entre o público jovem de todo o mundo que já bateu um recorde histórico: mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos de O Menino Maluquinho. Vale lembrar: Ziraldo é o único autor brasileiro a vender essa quantidade de livros de um único título. A Editora Melhoramentos segue sua trajetória sempre ao lado do leitor, proporcionando momentos de reflexão, alegria, aprendizado e investindo na educação e na formação de leitores. Do leitor infantil ao adulto, a Melhoramentos está presente na vida do brasileiro, ocupando-se com o desenvolvimento, a criação e o aperfeiçoamento dos melhores livros para seu público.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>