O Ziraldo

Artista gráfico, humorista, escritor de livros para crianças, ilustrador, cartunista, caricaturista, dramaturgo, jornalista, bacharel em Direito. Formado pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, de Belo Horizonte, Ziraldo Alves Pinto enveredou-se desde cedo por atividades que exploravam a criatividade – talento revelado já na infância por meio de seus desenhos. Nascido na cidade mineira de Caratinga, em outubro de 1932, o primogênito de sete irmãos, que foi batizado com a junção dos nomes dos pais, a costureira Zizinha Alves Pinto e o guarda-livros Geraldo Alves Moreira Pinto, sempre teve o incentivo da família para explorar seu talento. Tanto que, com apenas 6 anos, publicou seu primeiro desenho no jornal A Folha de Minas .

 

Leitor de escritores como Viriato Correia e Clemente Luz e apaixonado pelos quadrinhos de Hal Foster, Alex Raymond, V. T. Hamlin e R. B. Fuller, com 16 anos transferiu-se para o Rio de Janeiro-RJ, onde cursou o científico, levando na bagagem sua produção de caricaturas, histórias em quadrinhos, cartazes políticos, ilustrações, contos e poesias. Enquanto procurava trabalho, publicou desenhos em revistas como Coração , Sesinho , Vida Infantil e Vida Juvenil e O malho . Dois anos depois, voltou para Minas Gerais, prestou serviço militar e ingressou na faculdade de Direito.

Em 1957, já formado, passou a publicar regularmente na revista A Cigana e, no ano seguinte, mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar na revista O Cruzeiro internacional. Nos anos 1960, criou uma turma para o personagem Saci-Pererê, que já aparecia na revista O Cruzeiro , e acabou virando desenhista de histórias em quadrinhos com o lançamento da revista Pererê , da qual faziam parte o Saci e toda a turma. Uma coisa foi levando à outra e, em 1969, publicou o primeiro livro destinado ao público infantil: Flicts , que aborda a história de uma cor que não encontra seu lugar no mundo.

 

Nessa época, sua obra como desenhista e cartunista já havia conquistado reconhecimento internacional. Inclusive com premiações, como o Oscar Internacional de Humor, arrematado no 32º Salão Internacional de Caricaturas, em Bruxelas, e foi o primeiro latino-americano a ser convidado a fazer um cartaz para a Unicef.

 

Foi um dos fundadores do jornal O Pasquim , ao lado de Jaguar, Claudius e Sérgio Cabral, entre outros, que foi publicado de 1969 a 1991. Como sempre expressou suas posições políticas, durante a Ditadura Militar no país, foi preso diversas vezes.

Em 1990, recebeu outro prêmio importante: Caran D’Ache, em Lucca, na Itália, pelo conjunto da sua obra no cenário das histórias em quadrinhos e da ilustração. E em 1994 foi adaptada para o cinema a primeira aventura de O Menino Maluquinho, com direção de Helvecio Ratton.

 

Ziraldo logo lançou outra parceria. Desta vez com Darcy Ribeiro: Noções das Coisas . Em 1996, ganhou, mais uma vez, o prêmio Jabuti, com o livro O Menino do Rio Doce . Ilustrou, em 1997, o livro Chapeuzinho Amarelo , escrito por Chico Buarque, que lhe rendeu mais um Jabuti, na categoria de melhor ilustração infantil.

 

Em 1999, Ziraldo surpreendeu o mercado editorial com dois grandes lançamentos: as revistas Bundas e Palavra , com propostas bastante diferentes. Em 2000, entrou em funcionamento o parque temático Ziramundo, em Brasília, com brinquedos e atividades inspiradas nos personagens de Ziraldo. Ainda em 2000, em parceria com o Portal Educacional, tornou-se um dos maiores coautores do mundo, criando ilustrações para o projeto “Oficina do Texto”, em que crianças utilizam desenhos do artista na confecção de livros escritos por elas.

Em 2003, a obra Menina Nina recebeu o prêmio de melhor livro infantil, pela Academia Brasileira de Letras. Em 2004, mais um prêmio, recebido na Itália: prêmio internacional Hans Cristian Andersen, pelo livro Flicts . Depois, lançou o livro Os Meninos Morenos , com versos do poeta guatemalteco Humberto Ak’Abal.

Os livros de Ziraldo já foram traduzidos para vários idiomas, inclusive em japonês, coreano e aramaico. Muitos deles fazendo parte do currículo escolar. Paralelamente a todas estas produções, Ziraldo tem trabalhado, incansavelmente, na produção de cartilhas educativas, cartazes publicitários e governamentais, ilustrando livros de amigos, criando logos (como o da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro) etc. Sempre falando sobre a importância da leitura e da educação. E batalhando pra fazer deste país um país de leitores.

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